23 março 2026. 5a Semana da Quaresma. Segunda-feira | Liturgia Diária
Leitura curta (Jeremias 11:19)
¹⁹ E eu era como um cordeiro, como um boi que levam à matança; porque não sabia que maquinavam propósitos contra mim, dizendo: Destruamos a árvore com o seu fruto, e cortemo-lo da terra dos viventes, e não haja mais memória do seu nome.
Primeira Leitura (Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62)
Leitura da Profecia de Daniel.
Naqueles dias, 1 na Babilônia vivia um homem chamado Joaquim. 2 Estava casado com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, que era muito bonita e temente a Deus. 3 Também os pais dela eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a lei de Moisés. 4 Joaquim era muito rico e possuía um pomar junto à sua casa. Muitos judeus costumavam visitá-lo, pois era o mais respeitado de todos. 5 Ora, naquele ano, tinham sido nomeados juízes dois anciãos do povo, a respeito dos quais o Senhor havia dito: "Da Babilônia brotou a maldade de anciãos-juízes, que passavam por condutores do povo". 6 Eles frequentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles. 7 Ora, pelo meio-dia, quando o povo se dispersava, Susana costumava entrar e passear no pomar de seu marido. 8 Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear, e acabaram por se apaixonar por ela. 9 Ficaram desnorteados, a ponto de desviarem os olhos para não olharem para o céu, e se esqueceram dos seus justos julgamentos. 15 Assim, enquanto os dois estavam à espera de uma ocasião favorável, certo dia, Susana entrou no pomar como de costume, acompanhada apenas por duas empregadas. E sentiu vontade de tomar banho, por causa do calor. 16 Não havia ali ninguém, exceto os dois velhos que estavam escondidos, e a espreitavam. 17 Então ela disse às empregadas: "Por favor, ide buscar-me óleo e perfumes e trancai as portas do pomar, para que eu possa tomar banho". 19 Apenas as empregadas tinham saído, os dois velhos levantaram-se e correram para Susana, dizendo: 20 "Olha, as portas do pomar estão trancadas e ninguém nos está vendo. Estamos apaixonados por ti: concorda conosco e entrega-te a nós! 21 Caso contrário, deporemos contra ti, que um moço esteve aqui, e que foi por isso que mandaste embora as empregadas". 22 Gemeu Susana, dizendo: "Estou cercada de todos os lados! Se eu fizer isto, espera-me a morte; e, se não o fizer, também não escaparei das vossas mãos; 23 mas é melhor para mim, não o fazendo, cair nas vossas mãos do que pecar diante do Senhor!" 24 Então ela pôs-se a gritar em alta voz, mas também os dois velhos gritaram contra ela. 25 Um deles correu para as portas do pomar e as abriu. 26 As pessoas da casa ouviram a gritaria no pomar e precipitaram-se pela porta do fundo, para ver o que estava acontecendo. 27 Quando os velhos apresentaram sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos, porque jamais se dissera coisa semelhante a respeito de Susana. 28 No dia seguinte, o povo veio reunir-se em casa de Joaquim, seu marido. Os dois anciãos vieram também, com a intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte. Por isso, assim falaram ao povo reunido: 29 "Mandai chamar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim!" E foram chamá-la. 30 Ela compareceu em companhia dos pais, dos filhos e de todos os seus parentes. 33 Os que estavam com ela e todos os que a viam, choravam. 34 Os dois velhos levantaram-se no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. 35 Ela, entre lágrimas, olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor. 36 Entretanto, os dois anciãos deram este depoimento: "Enquanto estávamos passeando a sós no pomar, esta mulher entrou com duas empregadas. Depois, fechou as portas do pomar e mandou as servas embora. 37 Então, veio ter com ela um moço que estava escondido, e com ela se deitou. 38 Nós, que estávamos num canto do pomar, vimos esta infâmia. Corremos para eles e os surpreendemos juntos. 39 Quanto ao jovem, não conseguimos agarrá-lo, porque era mais forte do que nós e, abrindo as portas, fugiu. 40 A ela, porém, agarramos, e perguntamos quem era aquele moço. Ela, porém, não quis dizer. Disto nós somos testemunhas. 41 A assembleia acreditou neles, pois eram anciãos do povo e juízes. E condenaram Susana à morte. 42 Susana, porém, chorando, disse em voz alta: "Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! 43 Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!" 44 O Senhor escutou sua voz. 45 Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente, de nome Daniel. 46 E ele clamou em alta voz: "Sou inocente do sangue desta mulher!" 47 Todo o povo então voltou-se para ele e perguntou: "Que palavra é esta, que acabas de dizer?" 48 De pé, no meio deles, Daniel respondeu: "Sois tão insensatos, filhos de Israel? Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel? 49 Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!" 50 Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem: "Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice". 51 Falou então Daniel: "Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei". 52 Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: "Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar. 53 Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados, quando o Senhor ordena: 'Tu não farás morrer o inocente e o justo!' 54 Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?" Ele respondeu: "É sombra de uma aroeira." 55 Daniel replicou "Mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!" 56 Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: "Raça de Canaã, e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração. 57 Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas por medo sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniquidade. 58 Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?" Ele respondeu: "Debaixo de uma azinheira". 59 Daniel retrucou: "Também tu mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio e para te exterminar!" 60 Toda a assembleia pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam. 61 E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés, fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo. 62 E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente. Palavra do Senhor.
Evangelho (Jo 8,1-11)
Naquele tempo, 1 Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2 De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3 Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, 4 disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5 Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?" 6 Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7 Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: "Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra". 8 E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9 E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio, de pé. 10 Então Jesus se levantou e disse: "Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?" 11 Ela respondeu: "Ninguém, Senhor". Então Jesus lhe disse: "Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais".
Mensagem de Nossa Senhora de Medjugorje
“Queridos filhos, como Mãe, venho a vós com dons, venho com amor e misericórdia. Queridos filhos, em Mim está um coração grande. Desejo que nele estejam todos os vossos corações, purificados com o jejum e a oração. Desejo que juntos, por meio do amor, os nossos corações triunfem. Desejo que através deste triunfo vejais a única verdade, o verdadeiro caminho, a verdadeira vida. Desejo que possais ver o Meu Filho. Agradeço-vos.”
Mensagem 18 de março de 2007
Reflexão do dia
Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida.
A passagem do Evangelho sobre a adúltera fala do perdão dos pecados, da reconciliação com Deus ("Nem eu te condeno; vai-te e não peques mais!"), da não condenação ("Quem estiver sem pecado seja o primeiro a atirar uma pedra!") e da não condenação, porque na medida em que mostramos misericórdia aos nossos irmãos, também receberemos misericórdia do Senhor no dia do juízo, de certa forma como recitamos na oração que Ele mesmo nos ensinou: "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores".
Jesus diz à adúltera: "Nem eu te condeno", e então lhe diz: "Vai".
Este "Vai" é simultaneamente uma libertação da escravidão do pecado, uma libertação da condenação dos homens e de Deus, e um convite para partir: "Ide". Ir para onde? Jesus é a nossa libertação, Ele é a nossa liberdade, porque Jesus é a Verdade, e a Verdade nos libertará.
A este respeito, Nossa Senhora nos lembra que a nossa liberdade é a nossa fraqueza, que pode nos levar à escravidão do pecado:
"Queridos filhos, abram seus corações à misericórdia de Deus neste tempo da Quaresma. O Pai Celestial deseja libertar cada um de vocês da escravidão do pecado. Portanto, filhinhos, aproveitem bem este tempo e, através do encontro com Deus na confissão, abandonem o pecado e decidam-se pela santidade. Façam isso por amor a Jesus, que redimiu a todos vocês com o Seu Sangue, para que sejam felizes e em paz. Não se esqueçam, filhinhos: a sua liberdade é a sua fraqueza; portanto, sigam seriamente as minhas mensagens. Obrigada por terem respondido ao meu chamado."
Mensagem de 25 de fevereiro de 2007
E Jesus é o Caminho.
Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida, é o nosso exemplo para a adúltera, a pecadora por excelência, que representa cada um de nós, porque cada um de nós é pecador, inclusive aqueles que quiseram condená-la, a começar pelos mais velhos, os primeiros a abandonar.
Jesus é a Vida: Ele salva a vida terrena da adúltera, mas acima de tudo a perdoa, libertando-a do pecado, não a condenando, mas ao mesmo tempo exortando-a à conversão, a não pecar mais, de agora em diante, para alcançar a vida eterna.
Jesus é a Verdade: é a Verdade que nos liberta, porque a Sua Palavra liberta a adúltera do ódio, da condenação, do julgamento humano (quem dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a atirar uma pedra!) e das mentiras (eles procuravam um pretexto para acusá-Lo).
Jesus é o Caminho: Jesus diz à adúltera: "Vai!" Agora estás livre. Mas cuidado: a nossa liberdade é a nossa fraqueza, como diz Nossa Senhora; o nosso livre-arbítrio para fazer o que queremos conduz-nos de volta à escravidão do pecado. Portanto, o "Vai" é seguido de "De agora em diante, não peques mais!"
Para onde então? Que caminho devemos seguir?
Pelo Evangelho, sabemos que o Caminho, a Senda, é o próprio Jesus, porque Jesus é o Caminho pelo qual prosseguimos em nossa jornada de conversão. Não há outro. Jesus, somente Jesus, é o Caminho, a Verdade e a Vida: todo o resto leva ao nada, à perdição, ao fogo eterno. Vamos, então, sigamos Jesus e façamos nossas as palavras do Apóstolo Paulo: "Ainda não o alcancei completamente, nem sou perfeito; mas prossigo para alcançá-lo, para o que Cristo Jesus me alcançou. Irmãos, não considero que eu mesmo o haja alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."
¹⁹ E eu era como um cordeiro, como um boi que levam à matança; porque não sabia que maquinavam propósitos contra mim, dizendo: Destruamos a árvore com o seu fruto, e cortemo-lo da terra dos viventes, e não haja mais memória do seu nome.
Primeira Leitura (Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62)
Leitura da Profecia de Daniel.
Naqueles dias, 1 na Babilônia vivia um homem chamado Joaquim. 2 Estava casado com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, que era muito bonita e temente a Deus. 3 Também os pais dela eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a lei de Moisés. 4 Joaquim era muito rico e possuía um pomar junto à sua casa. Muitos judeus costumavam visitá-lo, pois era o mais respeitado de todos. 5 Ora, naquele ano, tinham sido nomeados juízes dois anciãos do povo, a respeito dos quais o Senhor havia dito: "Da Babilônia brotou a maldade de anciãos-juízes, que passavam por condutores do povo". 6 Eles frequentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles. 7 Ora, pelo meio-dia, quando o povo se dispersava, Susana costumava entrar e passear no pomar de seu marido. 8 Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear, e acabaram por se apaixonar por ela. 9 Ficaram desnorteados, a ponto de desviarem os olhos para não olharem para o céu, e se esqueceram dos seus justos julgamentos. 15 Assim, enquanto os dois estavam à espera de uma ocasião favorável, certo dia, Susana entrou no pomar como de costume, acompanhada apenas por duas empregadas. E sentiu vontade de tomar banho, por causa do calor. 16 Não havia ali ninguém, exceto os dois velhos que estavam escondidos, e a espreitavam. 17 Então ela disse às empregadas: "Por favor, ide buscar-me óleo e perfumes e trancai as portas do pomar, para que eu possa tomar banho". 19 Apenas as empregadas tinham saído, os dois velhos levantaram-se e correram para Susana, dizendo: 20 "Olha, as portas do pomar estão trancadas e ninguém nos está vendo. Estamos apaixonados por ti: concorda conosco e entrega-te a nós! 21 Caso contrário, deporemos contra ti, que um moço esteve aqui, e que foi por isso que mandaste embora as empregadas". 22 Gemeu Susana, dizendo: "Estou cercada de todos os lados! Se eu fizer isto, espera-me a morte; e, se não o fizer, também não escaparei das vossas mãos; 23 mas é melhor para mim, não o fazendo, cair nas vossas mãos do que pecar diante do Senhor!" 24 Então ela pôs-se a gritar em alta voz, mas também os dois velhos gritaram contra ela. 25 Um deles correu para as portas do pomar e as abriu. 26 As pessoas da casa ouviram a gritaria no pomar e precipitaram-se pela porta do fundo, para ver o que estava acontecendo. 27 Quando os velhos apresentaram sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos, porque jamais se dissera coisa semelhante a respeito de Susana. 28 No dia seguinte, o povo veio reunir-se em casa de Joaquim, seu marido. Os dois anciãos vieram também, com a intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte. Por isso, assim falaram ao povo reunido: 29 "Mandai chamar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim!" E foram chamá-la. 30 Ela compareceu em companhia dos pais, dos filhos e de todos os seus parentes. 33 Os que estavam com ela e todos os que a viam, choravam. 34 Os dois velhos levantaram-se no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. 35 Ela, entre lágrimas, olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor. 36 Entretanto, os dois anciãos deram este depoimento: "Enquanto estávamos passeando a sós no pomar, esta mulher entrou com duas empregadas. Depois, fechou as portas do pomar e mandou as servas embora. 37 Então, veio ter com ela um moço que estava escondido, e com ela se deitou. 38 Nós, que estávamos num canto do pomar, vimos esta infâmia. Corremos para eles e os surpreendemos juntos. 39 Quanto ao jovem, não conseguimos agarrá-lo, porque era mais forte do que nós e, abrindo as portas, fugiu. 40 A ela, porém, agarramos, e perguntamos quem era aquele moço. Ela, porém, não quis dizer. Disto nós somos testemunhas. 41 A assembleia acreditou neles, pois eram anciãos do povo e juízes. E condenaram Susana à morte. 42 Susana, porém, chorando, disse em voz alta: "Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! 43 Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!" 44 O Senhor escutou sua voz. 45 Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente, de nome Daniel. 46 E ele clamou em alta voz: "Sou inocente do sangue desta mulher!" 47 Todo o povo então voltou-se para ele e perguntou: "Que palavra é esta, que acabas de dizer?" 48 De pé, no meio deles, Daniel respondeu: "Sois tão insensatos, filhos de Israel? Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel? 49 Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!" 50 Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem: "Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice". 51 Falou então Daniel: "Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei". 52 Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: "Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar. 53 Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados, quando o Senhor ordena: 'Tu não farás morrer o inocente e o justo!' 54 Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?" Ele respondeu: "É sombra de uma aroeira." 55 Daniel replicou "Mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!" 56 Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: "Raça de Canaã, e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração. 57 Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas por medo sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniquidade. 58 Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?" Ele respondeu: "Debaixo de uma azinheira". 59 Daniel retrucou: "Também tu mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio e para te exterminar!" 60 Toda a assembleia pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam. 61 E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés, fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo. 62 E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente. Palavra do Senhor.
Evangelho (Jo 8,1-11)
Naquele tempo, 1 Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2 De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3 Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, 4 disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5 Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?" 6 Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7 Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: "Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra". 8 E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9 E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio, de pé. 10 Então Jesus se levantou e disse: "Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?" 11 Ela respondeu: "Ninguém, Senhor". Então Jesus lhe disse: "Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais".
Mensagem de Nossa Senhora de Medjugorje
“Queridos filhos, como Mãe, venho a vós com dons, venho com amor e misericórdia. Queridos filhos, em Mim está um coração grande. Desejo que nele estejam todos os vossos corações, purificados com o jejum e a oração. Desejo que juntos, por meio do amor, os nossos corações triunfem. Desejo que através deste triunfo vejais a única verdade, o verdadeiro caminho, a verdadeira vida. Desejo que possais ver o Meu Filho. Agradeço-vos.”
Mensagem 18 de março de 2007
Reflexão do dia
Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida.
A passagem do Evangelho sobre a adúltera fala do perdão dos pecados, da reconciliação com Deus ("Nem eu te condeno; vai-te e não peques mais!"), da não condenação ("Quem estiver sem pecado seja o primeiro a atirar uma pedra!") e da não condenação, porque na medida em que mostramos misericórdia aos nossos irmãos, também receberemos misericórdia do Senhor no dia do juízo, de certa forma como recitamos na oração que Ele mesmo nos ensinou: "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores".
Jesus diz à adúltera: "Nem eu te condeno", e então lhe diz: "Vai".
Este "Vai" é simultaneamente uma libertação da escravidão do pecado, uma libertação da condenação dos homens e de Deus, e um convite para partir: "Ide". Ir para onde? Jesus é a nossa libertação, Ele é a nossa liberdade, porque Jesus é a Verdade, e a Verdade nos libertará.
A este respeito, Nossa Senhora nos lembra que a nossa liberdade é a nossa fraqueza, que pode nos levar à escravidão do pecado:
"Queridos filhos, abram seus corações à misericórdia de Deus neste tempo da Quaresma. O Pai Celestial deseja libertar cada um de vocês da escravidão do pecado. Portanto, filhinhos, aproveitem bem este tempo e, através do encontro com Deus na confissão, abandonem o pecado e decidam-se pela santidade. Façam isso por amor a Jesus, que redimiu a todos vocês com o Seu Sangue, para que sejam felizes e em paz. Não se esqueçam, filhinhos: a sua liberdade é a sua fraqueza; portanto, sigam seriamente as minhas mensagens. Obrigada por terem respondido ao meu chamado."
Mensagem de 25 de fevereiro de 2007
E Jesus é o Caminho.
Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida, é o nosso exemplo para a adúltera, a pecadora por excelência, que representa cada um de nós, porque cada um de nós é pecador, inclusive aqueles que quiseram condená-la, a começar pelos mais velhos, os primeiros a abandonar.
Jesus é a Vida: Ele salva a vida terrena da adúltera, mas acima de tudo a perdoa, libertando-a do pecado, não a condenando, mas ao mesmo tempo exortando-a à conversão, a não pecar mais, de agora em diante, para alcançar a vida eterna.
Jesus é a Verdade: é a Verdade que nos liberta, porque a Sua Palavra liberta a adúltera do ódio, da condenação, do julgamento humano (quem dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a atirar uma pedra!) e das mentiras (eles procuravam um pretexto para acusá-Lo).
Jesus é o Caminho: Jesus diz à adúltera: "Vai!" Agora estás livre. Mas cuidado: a nossa liberdade é a nossa fraqueza, como diz Nossa Senhora; o nosso livre-arbítrio para fazer o que queremos conduz-nos de volta à escravidão do pecado. Portanto, o "Vai" é seguido de "De agora em diante, não peques mais!"
Para onde então? Que caminho devemos seguir?
Pelo Evangelho, sabemos que o Caminho, a Senda, é o próprio Jesus, porque Jesus é o Caminho pelo qual prosseguimos em nossa jornada de conversão. Não há outro. Jesus, somente Jesus, é o Caminho, a Verdade e a Vida: todo o resto leva ao nada, à perdição, ao fogo eterno. Vamos, então, sigamos Jesus e façamos nossas as palavras do Apóstolo Paulo: "Ainda não o alcancei completamente, nem sou perfeito; mas prossigo para alcançá-lo, para o que Cristo Jesus me alcançou. Irmãos, não considero que eu mesmo o haja alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."